Projeto Rede Legal distribui redes ecológicas, beneficiando pescadores das lagoas de Araruama e Saquarema

A prefeita de Saquarema, Franciane Motta, o prefeito de Araruama e presidente do CILSJ, André Mônica, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o coordenador da CT  de Pesca, Leandro Coutinho, o superintendente da Águas  de Juturnaíba e vice-presidente do CBHLSJ, Carlos Gontijo  e o subsecretário do Ambiente, Luiz Firmino, na entrega  das novas redes aos pescadores. (Fotos: Dulce Tupy)

A prefeita de Saquarema, Franciane Motta, o prefeito de Araruama e presidente do CILSJ, André Mônica, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o coordenador da CT de Pesca, Leandro Coutinho, o superintendente da Águas de Juturnaíba e vice-presidente do CBHLSJ, Carlos Gontijo e o subsecretário do Ambiente, Luiz Firmino, na entrega das novas redes aos pescadores. (Fotos: Dulce Tupy)

Idealizado pela Câmara Técnica de Pesca, do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ), o Projeto Rede Legal busca um ordenamento pesqueiro para região e apoia os pescadores, adequando seus apetrechos de pesca à legislação e fortalecendo as ações de preservação do meio ambiente. Sinalizando o fim da pesca predatória nas lagoas da região, suas ações foram marcadas recentemente pela entrega de redes de pesca ecológicas aos pescadores, dando suporte à atividade pesqueira e promovendo a conscientização da comunidade para a necessidade de recuperação das lagoas de Araruama e Saquarema.

A Lagoa de Araruama é a maior lagoa hiperssalina do mundo. Com uma extensão de 220 km2 e ligação com o mar pelo Canal de Itajuru, em Cabo Frio, suas margens formam uma restinga litorânea pelo lado oceânico, que se estende por 5 municípios (Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, São Pedro d’Aldeia e Iguaba Grande). Porém, a especulação imobiliária, o despejo de esgoto in natura e a pesca predatória levaram à degradação de suas águas antes cristalinas que, ao longo dos anos, passou a enfrentar sérios problemas e tornou-se foco das ações ambientais na região. O mesmo aconteceu com a Lagoa de Saquarema, que também sofreu com a especulação imobiliária, despejo de esgoto e constante fechamento da Barra Franca, sua única ligação com o mar.

Redes Ecológicas

As redes foram entregues pelo secretário Minc aos pescadores, entre eles Chico Pescador, da União das Entidades de Pesca e Aquicultura do Estado do Rio de Janeiro (UEPA), em primeiro plano

As redes foram entregues pelo secretário Minc aos pescadores, entre eles Chico Pescador, da União das Entidades de Pesca e Aquicultura do Estado do Rio de Janeiro (UEPA), em primeiro plano

A Câmara Técnica de Pesca, que tem como coordenador o secretário de Agricultura e Pesca de Iguaba Grande, Leandro Coutinho, ao elaborar seu plano de realizações, preocupou-se em entregar aos pescadores artesanais, as redes adequadas à legislação ambiental e recolher as predatórias, sendo este um grande estímulo ao desenvolvimento sustentável da pesca artesanal e uma demanda antiga das Colônias de Pesca. As entidades de pesca beneficiadas com o Projeto Rede Legal são: Colônia de Pescadores de Saquarema, Colônia de Pescadores de Araruama, Colônia de Pescadores de São Pedro da Aldeia, Associação de Pescadores de Iguaba Grande, Associação de Pescadores da Praia da Baleia (São Pedro da Aldeia), Associação de Pescadores da Praia da Pitória (São Pedro da Aldeia) e Associação de Pescadores da Praia do Siqueira (Cabo Frio). Para receber a rede, o pescador precisa estar em dia com a entidade a qual é filiado, ser registrado há mais de 3 anos, assinar um termo de compromisso e responsabilidade e entregar sua rede predatória para as colônias de pesca.

Investimentos

Um total de 1.700 redes de pesca foram entregues neste primeiro momento aos pescadores das duas lagoas, de Araruama e Saquarema. Se fossem alinhadas numa reta, chegariam a 83 Km de extensão! Foram investidos no Projeto Rede Legal, R$ 100 mil do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fundrhi). O evento de lançamento contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, do subsecretário Luiz Firmino, do superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura Luciano Vidal, do prefeito de Araruama e presidente do Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ), André Mônica, da prefeita de Saquarema, Franciane Motta, da vice-presidente do CILSJ, Ana Paula Medina e do vice-presidente do Comitê de Bacia Lagos São João, Carlos Gontijo, de vários secretários de meio ambiente da região, entre eles David Aguiar de Arraial do Cabo, Adriana Saad de Buzios, Gilmar Magalhães de Saquarema e vereadores, entre eles a presidente da Câmara Municipal de Araruama, Marizete Ramos.

Realizada na sede da Colônia de Pescadores Z-28, na Pontinha do Outeiro, nas margens da Lagoa de Araruama, a cerimônia com a entrega simbólica das redes foi acompanhada com o anúncio de investimentos para a Região dos Lagos. O secretário Carlos Minc anunciou então a liberação de recursos para diversos programas de recuperação ambiental, entre os quais R$ 9 milhões para o esgotamento sanitário de Praia Seca, Araruama; R$ 9 milhões para o esgotamento sanitário de Monte Alto e Figueira, Arraial do Cabo; R$ 2 milhões para o desassoreamento da Lagoa Araruama; R$ 2 milhões para estudos da implantação do Parque Estadual da Costa do Sol; R$ 6 milhões para transposição dos efluentes das Estações de Tratamento de Esgoto de Iguaba e São Pedro da Aldeia para o Rio Una; R$ 2,4 milhões para esgotamento sanitário na comunidade Juturnayba. O anúncio totaliza um investimento de R$ 30,4 milhões para a Região dos Lagos.

Rio Rural entrega redes ambientalmente corretas aos pescadores em Jaconé

Pescadores de Saquarema receberam as redes ecológicas. (Foto: Dulce Tupy)

Pescadores de Saquarema receberam as redes ecológicas. (Foto: Dulce Tupy)

O Rio Rural é o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas, da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Realizado pela Superintendência de Desenvolvimento Sustentável, o programa está sendo implantado em 59 municípios, entre eles Saquarema, que já iniciou suas atividades na microbacia do Rio Roncador, na Serra do Matogrosso, em Sampaio Corrêa.

Recursos do Rio Rural estão começando a chegar e o primeiro repasse foi para a compra e distribuição de redes de pesca aos pescadores. A entrega das redes de pesca ecológicas foi feita na Manitiba, em Jaconé, em frente ao Bar do Xavier, num largo no final da rua 14, onde esteve o famoso naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução, no século XIX.

Coordenado pelo Escritório Local da Emater-Rio em Saquarema, o evento reuniu técnicos, pescadores e lideranças comunitárias. Segundo o coordenador do programa e supervisor local da Emater-Rio, engenheiro agrônomo João Batista Pereira, este foi um importante passo no sentido de se concretizar mais uma etapa do Rio Rural, que teve início em agosto de 2009. No futuro, está prevista a fundação de uma capatazia, uma espécie de filial, da Colônia de Pesca Z-24, em Jaconé, às margens da Lagoa de Saquarema, onde desemboca o Rio Roncador.

Tendo a microbacia como unidade de planejamento, o Rio Rural vai beneficiar os moradores dos bairros do Roncador, Buracão, Mato Grosso, Serra dos Pinheiros, Baziléia e Jaconé, onde vivem agricultores, pecuaristas, pescadores, piscicultores, praticantes de ecoturismo e esportes radicais, donos de pousadas e lideranças comunitárias. O programa envolve parcerias com a Associação de Pequenos Produtores Rurais de Saquarema (Aprosa), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Saquarema, Sindicato Rural, Associação de Moradores e Amigos de Jaconé, Associação de Moradores e Amigos do Mato Grosso e Colônia de Pescadores Z-24, entre outros.

Além do aporte de verbas do Rio Rural, a microbacia do Roncador também está sendo beneficiada com recursos do Fundo Socioambiental de Boas Práticas em Microbacias – FUNBOAS, do Comitê de Bacia Lagos São João, sendo selecionada pela Câmara Técnica de Microbacias devido a sua extrema importância para a conservação dos recursos hídricos. Está prevista a realização de diversas atividades com foco nas boas práticas ambientais.

A magnífica vista da Lagoa de Saquarema, do alto da Serra do Mato Grosso, na bacia do Rio Roncador. (Foto: Flávia Lanari)

A magnífica vista da Lagoa de Saquarema, do alto da Serra do Mato Grosso, na bacia do Rio Roncador. (Foto: Flávia Lanari)

Realizada Oficina de Especialistas, na Serra da Castelhana, em Saquarema

O grupo que participou ativamente da Oficina de Especialistas no Hotel Serra da Castelhana, em Saquarema. (Fotos: Edimilson Soares)

O grupo que participou ativamente da Oficina de Especialistas no Hotel Serra da Castelhana, em Saquarema. (Fotos: Edimilson Soares)

O Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ), em parceria com o WWF Brasil e o HSBC, realizou em agosto uma Oficina de Especialistas no Hotel Serra da Castelhana, em Saquarema. Desde que foi criado, no início de 2010, o Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas, do Comitê de Bacia Lagos São João, está desenvolvendo análises, com objetivo de identificar as vulnerabilidades ambientais, sócio-econômicas e político-institucionais, visando a definição de diretrizes para uma gestão adaptativa da bacia.

A necessidade de desenvolver uma Análise de Vulnerabilidade da Bacia Lagos São João se deu após a realização da oficina de trabalho A Bacia Hidrográfica da Região dos Lagos e do Rio São João frente aos desafios das Mudanças Climáticas e os impactos sobre os recursos naturais, especialmente os hídricos, realizada em dezembro de 2009, em Araruama. Como encaminhamento, criou-se um Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas, para inserir o tema na pauta do Comitê. O grupo tem como atribuição desenvolver um programa de mudanças climáticas, contendo planos de mitigação e adaptação ao clima, e para isso se faz necessário o desenvolvimento de uma análise de vulnerabilidade.

O primeiro passo da Análise de Vulnerabilidade foi o desenvolvimento de uma Análise de Risco à Integridade Ecológica da Bacia. Para tal, está sendo construído um Sistema de Informações Geográficas, onde os dados geográficos da bacia são reunidos e qualificados, visando à espacialização das principais ameaças da bacia. Também foi feita a identificação das unidades de planejamento, que correspondem às microbacias da Bacia Lagos São João.

A etapa seguinte previa a realização de um painel de especialistas. A 1° Oficina de Especialistas da Bacia Hidrográfica Lagos São João realizou-se nos dias 20 e 21 de agosto, sendo uma etapa fundamental da análise, que prevê a aplicação de um método para a identificação dos impactos aos ecossistemas, para dar suporte ao cálculo do Índice de Risco Ecológico da Bacia. O objetivo do encontro foi identificar as ameaças aos ecossistemas, e definir seus graus de severidade e medidas de frequência; e definir a sensibilidade das unidades de planejamento às ameaças.

Durante a oficina, foram analisadas as ameaças ou “estressores” que impactam a Bacia Lagos São João

Durante a oficina, foram analisadas as ameaças ou “estressores” que impactam a Bacia Lagos São João

A oficina contou com a participação de especialistas de diferentes perfis e áreas do conhecimento, num exercício multidisciplinar. Esses especialistas, ressalta Denise Spiller, “são aqueles que conhecem o território da bacia”, e portanto fizeram parte deste painel geólogos, biólogos, engenheiros e também pescadores e agricultores. Segundo Glauco Kimura, do WWF-Brasil, na oficina foram identificados 16 ameaças, entre os quais os leitos retificados dos rios, que foram grandes intervenções ocorridas no passado, que alteraram os aspectos hidrológicos desses ecossistemas, podendo os seus impactos serem potencializados pelas mudanças do clima.

“Estamos trabalhando com esta lista de estressores. O estudo, por ser pioneiro, vai retratar a situação ambiental da bacia e as vulnerabilidades atuais. Futuramente, vamos agregar novas análises, mas esse é o primeiro passo, importantíssimo para o planejamento ambiental”, explica Glauco. Já Angelo Lima, também do WWF-Brasil, destaca o método adotado na Oficina de Especialistas que exige complementaridade e possibilita discussão.

“É por isso que estamos ouvindo os especialistas, sabendo o que temos que complementar, para que a análise da vulnerabilidade seja completa. O próximo passo é a construção dos mapas das vulnerabilidades. Para cada estressor da bacia, vamos construir um mapa, até chegar ao somatório de todos os estressores. Todas as ameaças serão identificadas e poderão ser observadas onde acontecem. Depois, faremos um mapa único”, conclui.

Este mapa final permitirá a comparação visual das áreas vulneravéis e a identificação das unidades onde os esforços de conservação dos recursos hídricos devem ser priorizados. O resultado deste trabalho será apresentado posteriormente ao Comitê Lagos São João para discussão, e para que possa ser incorporado ao Plano de Bacia e utilizado como um instrumento essencial à gestão das águas.

III Pré-ENCOB debateu no Rio a gestão dos recursos hídricos nas regiões metropolitanas

A advogada Ninon Machado, presidente do Instituto Ipanema, o biólogo Mário Flávio Moreira, do CILSJ, que atuou como moderador do debate, a professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Rosa Formiga, diretora do Digat/INEA e Victor Sucupira, superintendente da Agência Nacional de Águas. Fotos: (Fotos: Dulce Tupy)

A advogada Ninon Machado, presidente do Instituto Ipanema, o biólogo Mário Flávio Moreira, do CILSJ, que atuou como moderador do debate, a professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Rosa Formiga, diretora do Digat/INEA e Victor Sucupira, superintendente da Agência Nacional de Águas. Fotos: (Fotos: Dulce Tupy)

A Rede Brasil de Organismos de Bacia (REBOB) e o Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas organizam anualmente o Encontro Nacional dos Comitês de Bacia (ENCOB) e, desde o ano passado, promovem também os Pré-ENCOBs, encontros preparatórios, com temas específicos. Ano passado, o I Pré-ENCOB, realizado em Vitória (ES), debateu a foz e o estuário de rios brasileiros e o II Pré-ENCOB, em São Lourenço (MG), as águas minerais. Já o III Pré-ENCOB, realizado no Rio de Janeiro, neste final de agosto, teve como tema “O fator água nas regiões metropolitanas”. Durante 3 dias, a sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foi o cenário onde foram apresentados alguns dos casos mais emblemáticos da gestão de recursos hídricos nas grandes cidades do país.

Representantes do Poder Público Municipal, Estadual e Federal, usuários da água organizados nos Comitês de Bacia, Organizações Não Governamentais, Entidades Ambientalistas, Universidades, lideranças comunitárias e público em geral tiveram oportunidade de debater experiências de gestão das águas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e outras. Diferentes modelos de gestão das águas foram apresentados, além de uma experiência internacional, a de Paris, França, trazida pelo diretor geral do Departamento Internacional de Águas, da Rede Internacional de Organismos de Bacias (RIOB), François Donzier.

O gerenciamento das águas nas metrópoles é um dos maiores desafios urbanos. Os recursos hídricos têm cada vez mais importância no planejamento estratégico das cidades. Em consequência, a gestão integrada da água, com a participação de representantes dos diversos segmentos sociais, tem se projetado como uma solução democrática e eficaz. Hoje, os maiores problemas de gestão dos recursos hídricos se concentram nas grandes cidades, onde a ocupação urbana já se consolidou, com graves transtornos: enchentes, falta de água e de saneamento, ausência de coleta seletiva de lixo, etc.

Nas regiões metropolitanas, a equação do abastecimento de água e do saneamento, no que concerne à demanda e disponibilidade, tem sido um desafio constante para os governos, hoje somente solucionado com investimentos maciços e ações integradas entre as diversas instâncias envolvidas, no âmbito federal, estadual e municipal. O III Pré-Encob revelou apenas uma ponta desse iceberg, uma questão que tende a ser no futuro a grande meta na gestão das águas nas grandes cidades.

O engenheiro Jorge Briard, da Cedae, Rio de Janeiro, a engenheira hidróloga Melissa Graciosa, de São Paulo, Mário Dantas, coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, moderador da mesa, Leny Toniolo, gerente de educação ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, engenheiro Rogério Sepúlveda, do Comitê de Bacia do Rio das Velhas, Minas Gerais, e o diretor da RIOB, Jean-François Donzier.

O engenheiro Jorge Briard, da Cedae, Rio de Janeiro, a engenheira hidróloga Melissa Graciosa, de São Paulo, Mário Dantas, coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, moderador da mesa, Leny Toniolo, gerente de educação ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, engenheiro Rogério Sepúlveda, do Comitê de Bacia do Rio das Velhas, Minas Gerais, e o diretor da RIOB, Jean-François Donzier.

Na reunião da REBOB foi renovada a diretoria

O III Pré-Encob, no Rio de Janeiro, teve apresentações de especialistas na gestão de recursos hídricos, como a diretora de Gestão das Águas e do Território do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Rosa Formiga, o superintendente adjunto de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos da ANA, Victor Sucupira, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, o presidente do CBH Rio das Velhas, Rogério Sepúlveda, do Projeto Manuelzão, Leny Toniolo, da secretaria do meio ambiente de Curitiba, Melissa Graciosa, de São Paulo, Jorge Briard, da Cedae, do Rio de Janeiro, Ninon Machado, do Instituto Ipanema, entre outros.

O engenheiro  Lupércio Ziroldo, eleito presidente da REBOB

O engenheiro Lupércio Ziroldo, eleito presidente da REBOB

Participaram também do III Pré-Encob autoridades governamentais, como o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, a presidente do INEA, Marilene Ramos, o subsecretário da SEA, Luiz Firmino e o secretário municipal do meio ambiente da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz, na abertura do evento. Na plateia, técnicos e ambientalistas, professores e alunos, membros dos Comitês de Bacia do Rio e de todo o país.

No último dia, uma reunião da Rede Brasil de Organismos de Bacia (REBOB) elegeu a nova diretoria, para o mandato de 2011-2013. O engenheiro Lupércio Ziroldo, do Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) do Tietê-Batalha (SP) foi eleito presidente e o biólogo Mário Flávio Moreira, do Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ), do Rio de Janeiro,vice. Foi eleita como diretora regional do Norte, Vera Lucia Reis, do Consórcio Jiquiriçá (Acre); diretor do Nordeste, Luiz Carlos Sousa Silva, do CBH do Rio Piauí (Sergipe); do Centro Oeste, Leonice Lotufo, do CBH-Covapé (Minas Gerais); do Sudeste, Luiz Firmino, do CILSJ, Rio de Janeiro; e do Sul, Cláudio Marcelo de Moraes, do Rio Grande do Sul. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Eduardo Paschoalotti, do CBH Rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ), Carlos Eduardo Alencastre, do CBH do Rio Pardo, e Jairo da Costa e Silva, do Consórcio Intermunicipal CIVAP. Cumprindo o Estatuto da REBOB, o presidente Ziroldo indicou o nome de Suraya Modaeli, do CBH do Médio Paranapanema, para ser secretária executiva, aprovada por todos.

Instalada a Câmara Técnica Institucional Legal

Os coordenadores de programa do CILSJ, Artur Andrade e Denise Pena, a coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental, Krystina Celia, e o secretário do Comitê, Jaime Azulay. (Fotos: Dulce Tupy)

Os coordenadores de programa do CILSJ, Artur Andrade e Denise Pena, a coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental, Krystina Celia, e o secretário do Comitê, Jaime Azulay. (Fotos: Dulce Tupy)

A mais nova Câmara Técnica do Comitê de Bacia Lagos São João (CBHLSJ) iniciou suas atividades: a Câmara Técnica Institucional Legal (CTIL). Criada pela resolução 040, de 5 de maio de 2011, a CTIL foi instalada em agosto, na sede do Consórcio Intermunicipal Lagos São João, em Araruama. A reunião foi conduzida pelo secretário executivo do Comitê, Jaime Azulay, que destacou as competências desta Câmara Técnica, entre elas “examinar a constitucionalidade e legalidade de propostas, bem como a compatibilização das propostas de gestão de recursos hídricos com as de gestão ambiental”.

Na reunião da CTIL foi escolhida como relatora a ambientalista Dalva Mansur e como coordenador o engenheiro Jaime Azulay, que é também secretário executivo do Comitê

Na reunião da CTIL foi escolhida como relatora a ambientalista Dalva Mansur e como coordenador o engenheiro Jaime Azulay, que é também secretário executivo do Comitê

O próprio secretário executivo do Comitê, Jaime Azulay, engenheiro da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), foi escolhido pelos presentes como coordenador da CTIL, tendo como relatora, Dalva Mansur, do Instituto de Pesquisas e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (IPEDS). Também ficou definido o número de componentes da CTIL: no mínimo dois e no máximo quatro representantes de cada segmento. Decidiu-se ainda que as reuniões da CTIL deverão sempre anteceder às reuniões ordinárias do Comitê de Bacia. E poderão haver outras reuniões, sempre que necessárias e provocadas por propostas das demais Câmaras Técnicas. A dinâmica será sempre a seguinte: as Câmaras Técnicas se reúnem e fazem suas proposições que serão encaminhadas para a secretaria executiva do CILSJ, delegatária do Comitê, que as encaminhará para a CTIL. Após dar seu parecer, a CTIL devolverá a proposta à secretaria executiva para apresentação na plenária do comitê. Poderão participar das reuniões da CTIL convidados e especialistas com direito a fala, mas sem direito a voto.

Em primeiro plano, o advogado Fábio Rigueira, assessor jurídico do CILSJ/Comitê, que está colaborando na revisão do Regimento Interno do CBHLSJ

Em primeiro plano, o advogado Fábio Rigueira, assessor jurídico do CILSJ/Comitê, que está colaborando na revisão do Regimento Interno do CBHLSJ

A primeira ação da CTIL foi o início do processo de revisão do Regimento Interno do Comitê, a partir das observações apresentadas pelo advogado Fábio Rigueira, assessor do CILSJ. As mudanças foram debatidas tanto na primeira como na segunda reunião da CTIL. Na segunda reunião, realizada em setembro, foi apresentado também o projeto para implantação do Sistema de Tratamento de Efluentes na Comunidade de Juturnayba. O projeto adota um sistema integrado, onde tudo tem utilização e pode ser reaproveitado, imitando os ciclos sustentáveis da natureza. Esta tecnologia saneia o habitat humano, agrega valor à cadeia produtiva e preserva o meio ambiente, já que o tratamento devolve a água ao rio ou lagoa em estado de balneabilidade, sem riscos de contaminação da natureza.

A partir de processos naturais de purificação das águas servidas é possível recuperar nutrientes para a agricultura. Alguns aspectos desta tecnologia que existe há séculos em muitas partes do mundo, estão sendo adaptados agora para solucionar desafios, como a poluição das águas e a perda do solo fértil, visando um gerenciamento mais eficiente da terra e abrindo assim um número maior de usuários. Processados em biodigestores e filtros de contato, zonas de raízes, tanques de oxidação e aeração, tanques de peixes e tanques de macrófitas, os resíduos, livres da carga poluente, são utilizados na adubação de flores e hortaliças. O biogás será utilizado para cozinhar, iluminar e produzir energia.

Na próxima edição, saiba mais sobre as outras Câmaras Técnicas do Comitê