Rio+20: a Conferência das Nações Unidas em busca do desenvolvimento sustentável

Rio20O Brasil sediará, pela segunda vez em 20 anos, a Cúpula da Terra, a Conferência das Nações Unidas (ONU), agora sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20 que tem entre suas atribuições conter as mudanças climáticas e pôr fim às desigualdades sociais. Hoje são 7 bilhões de habitantes na Terra, mas calcula-se que, na segunda metade do século 21 serão 9 bilhões. Para evitar um desastre de proporções gigantescas – como já está acontecendo em várias partes do mundo, tsunamis, chuvas ácidas, secas e enchentes – a temperatura média do planeta não pode aumentar mais de 2°C. Por outro lado, em termos sociais, uma minoria de habitantes e nações da Terra vive de forma confortável, enquanto a maioria está condenada a uma vida de miséria. É uma desigualdade que leva à urgência de formulações de novos modelos de sociedade, justas e sustentáveis, que colocam as mudanças climáticas, a economia verde e novos padrões de consumo no cenário mundial, entre outras alternativas que serão debatidas ao longo do evento.

A Rio+20 faz parte de um processo histórico que se iniciou com a pioneira Conferência de Estocolmo em 1972, realizada na Suécia, quando se estabeleceu a noção de desenvolvimento baseada no tripé eco-sócio-econômico. A Cúpula da Terra, a Rio-92, consagrou 20 anos depois definitivamente o termo desenvolvimento sustentável. Hoje, a humanidade se encontra numa encruzilhada. Se o aquecimento global não for contido a tempo, o mundo terá de enfrentar um futuro catastrófico que ameaça a própria sobrevivência da vida no Planeta. Neste sentido, é preciso redimensionar as gravíssimas desigualdades sociais, buscando o bem-estar de todos e não de apenas alguns privilegiados, como ocorre atualmente.

Em nível nacional e internacional, não é possível manter o atual crescimento ilimitado e o atual nível de consumo. É preciso levar em consideração a segurança alimentar, que garante alimento para todos, e a segurança energética, através da energia renovável, porque esses são os dois pilares do desenvolvimento socialmente includente e ambientalmente saudável. O objetivo da Rio+20, portanto, é a tentativa de assegurar condições de vida dignas aos bilhões de seres humanos que vivem no planeta e, ao mesmo tempo, mitigar as mudanças climáticas. É uma missão que envolve a todos, não só aos governantes.

Nesse sentido, as Nações Unidas (ONU) têm um papel relevante a desempenhar, criando redes internacionais de cooperação científica e técnica entre países que compartilhem biomas semelhantes. Porém, a Rio+20 será, necessariamente, um encontro para traçar rumos, na direção de um mundo sustentável e justo para todos. Chefes de Estado, reunidos no Riocentro, terão que ouvir a voz da sociedade, representada na Cúpula dos Povos, que estará reunida no Aterro do Flamengo. Além desses dois eventos principais, haverá seminários, encontros, oficinas e várias manifestações em outros espaços da cidade. Com o tema “Governança das Águas através dos organismos colegiados”, os Comitês Fluminenses de Bacias Hidrográficas vão se reunir n dia 21 de junho, para apresentar suas ações, dentre eles o Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, que contribuirá com as experiências vividas ao longo dos últimos anos no processo de gestão ambiental e de recursos na bacia. O encontro, a partir das 11 horas, será no Parque dos Atletas, na Av. Salvador Allende (local do Rock in Rio), entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, no Pavilhão do Governo do Estado. Informações no site www.rio20.rj.gov.br

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