Projeto AGente das Águas

A mesa em Búzios com o prefeito Mirinho Braga falando entre Marilene Ramos, presidente do INEA, Carlos MInc, secretário da SEA, Luiz Firmino, subsecretário executivo e Pólita Gonçalves, diretora de Gestão das Águas e do Território do INEA. (Fotos: Edimilson Soares)

A mesa em Búzios com o prefeito Mirinho Braga falando entre Marilene Ramos, presidente do INEA, Carlos MInc, secretário da SEA, Luiz Firmino, subsecretário executivo e Pólita Gonçalves, diretora de Gestão das Águas e do Território do INEA. (Fotos: Edimilson Soares)

O envolvimento da população no monitoramento dos rios promove o uso sustentável da água

Uma alternativa para garantir o equilíbrio dos ecossistemas dos rios, envolvendo a população nas decisões sobre o uso sustentável da água. Este é o resumo do Projeto Agente das Águas que pretende mobilizar membros das comunidades locais que receberão capacitação técnica para realizar a avaliação e o monitoramento de rios na Bacia Hidrográfica Lagos São João. O projeto tem apoio do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, e da presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Marilene Ramos, que participaram da cerimônia de lançamento do Agente das Águas no Hotel Atlântico, realizada em Búzios.

O AGente das Águas foi lançado no mesmo dia da entrega à população de um novo sistema de coleta de esgoto em Cem Braças, no município de Búzios, feito pela Prolagos, quando também uma equipe da Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), promoveu uma série de remoções de casas construídas irregularmente em áreas de preservação ambiental. Na ocasião, também foi lançado o Programa Coleta Seletiva Solidária, feito em parceria com a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), a Prefeitura Municipal de Búzios e a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis em Búzios (Cocare). Ainda pela manhã, uma equipe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (CICA), da SEA, promoveu a remoção de casas construídas irregularmente em áreas de preservação ambiental.

 A confraternização entre os responsáveis pelo Programa

A confraternização entre os responsáveis pelo Programa

O Projeto Agente das Águas é uma parceria entre o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, as concessionárias de água e esgoto Prolagos e Águas de Juturnaíba, Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ) e Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ). As concessionárias vão investir R$ 260 mil para manter as atividades do projeto pelos próximos 2 anos. O CILSJ e o CBHLSJ colocarão sua estrutura operacional e técnica para apoiar o processo.

Foram contempladas microbacias de 3 rios que são os principais contribuintes do Reservatório de Juturnaíba (Rio Piripiri, tributário do Rio Bacaxá; Rios Bananeiras e Cambucaes, tributários das margens esquerda e direita do Rio São João; e Rio Imbaú, tributário do Rio Capivari), além do Rio Lontra, tributário do baixo Rio São João e Rio Roncador, principal contribuinte da Lagoa de Saquarema. O projeto abrange rios que drenam uma área de 327,10 km2, que representam cerca de 9% do total da área da bacia (3.825 km2).

No projeto, está prevista a capacitação de 120 lideranças comunitárias, que vão atuar no monitoramento das águas. O método integrado alia informações biológicas, ambientais, ecológicas e físico-químicas. A medida permite a avaliação de impactos em larga escala, que devem estabelecer diretrizes para os múltiplos usos desses recursos hídricos de forma sustentável. Após a capacitação técnica, o trabalho dos grupos de agentes voluntários terá acompanhamento periódico dos pesquisadores, a fim de atingir excelência nos padrões de eficiência e tornar os dados reconhecidos oficialmente. Coordenado pelo pesquisador Daniel Buss, o projeto contempla os municípios de Saquarema, Araruama, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio Bonito.

Projeto AGente das Águas“Serão realizadas análises integradas: as físico-químicas e bacteriológicas, as análises ambientais, com base em parâmetros ecológicos, como a observação do volume de vegetação, e o biomonitoramento”, explica o biólogo Daniel Buss. “Por meio da observação da fauna, que está presente nos rios 24 horas por dia, temos a vantagem de alcançar uma análise mais sensível para refletir possíveis impactos ambientais ocorridos antes das medições”, continua ele.

O projeto pretende estimular as comunidades a participar dos processos decisórios sobre o uso e conservação dos rios. Segundo Daniel, a participação ajuda no empoderamento das comunidades com informações científicas e na gestão dos recursos hídricos.

“Cada ator tem seu papel; a comunidade científica, os órgãos ambientais, o poder público e as comunidades”, conclui.

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