Cúpula dos Povos

Denunciar as causas da crise socioambiental, apresentar soluções práticas e fortalecer movimentos sociais do Brasil e do mundo. Esses são os 3 pilares da Cúpula dos Povos que vai se realizar durante a Rio+20, entre 15 e 23 de junho. Com a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, a Cúpula dos Povos pretende expor as razões dos problemas de ordem social e ambiental do planeta. O atual sistema econômico, baseado na alta produção e no consumo, é visto pela Cúpula dos Povos como um entrave ao desenvolvimento sustentável. O capitalismo estaria encontrando novas formas de exploração e mercantilizando os recursos naturais do planeta. Por isso, a economia verde seria uma farsa e não uma solução.

Com a participação de representantes da sociedade civil de mais de 20 países, a Cúpula dos Povos vai apresentar novos paradigmas para os graves problemas enfrentados hoje no mundo. Muitas das soluções já são praticadas; são alternativas, mas não têm visibilidade. Ficam restritas a uma região e geralmente não são assumidas pelos governos. Uma delas é a agroecologia, que permite a produção de produtos agrícolas sem o uso de agrotóxicos, não maltrata o solo e, ainda, gera empregos e renda ao estimular a agricultura familiar. Outra prática é a da economia solidária, que valoriza, acima de tudo, o capital humano, com base no cooperativismo para a produção de bens e serviços. Além desses modos de produção, a Cúpula também vai mostrar tecnologias sociais, como a construção de cisternas sustentáveis no semiárido nordestino.

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