Consórcio Intermunicipal e Comitê de Bacia Lagos São João participam de eventos técnico-científicos

A professora da Universidade Estadual do Rio de Janerio (UERJ) Rosa Formiga, diretora de Gestão de Águas e Territórios (DIGAT), do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o engenheiro Lupércio Ziroldo, presidente do Fórum Nacional de Organismos de Bacia, no XIV Congresso Mundial da Água. A DIGAT é responsável pelos Comitês de Bacia no Rio de Janeiro, entre eles o Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João. (Foto: Divulgação)

A professora da Universidade Estadual do Rio de Janerio (UERJ) Rosa Formiga, diretora de Gestão de Águas e Territórios (DIGAT), do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o engenheiro Lupércio Ziroldo, presidente do Fórum Nacional de Organismos de Bacia, no XIV Congresso Mundial da Água. A DIGAT é responsável pelos Comitês de Bacia no Rio de Janeiro, entre eles o Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João. (Foto: Divulgação)

O Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ) participou no ano passado de vários eventos técnico-científicos, como o XIV World Water Congress. Organizado pela International Water Resource Association (IWRA), o XIV Congresso Mundial da Água, realizado entre os dias 25 e 29 de setembro, em Porto de Galinhas, Pernambuco, cujo tema foi “Gerenciamento Adaptativo da Água: Olhando para o Futuro”, reuniu pesquisadores, especialistas, gestores e ambientalistas. Paralelo ao evento, aconteceu também o 10º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa, organizado pela Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH), com o tema “Gestão da Água em um Mundo em Mudança”.

O Congresso se desenvolveu em Sessões Técnicas, Plenárias, Mesas Redondas, Workshops, Sessões de Painel, além da Exposição Técnica Paralela e uma Sessão Especial para convidados. Foram selecionados três artigos científicos sobre as experiências do Consórcio Intermunicipal Lagos São João/Comitê de Bacia Lagos São João, em parceria com o WWF-Brasil, intitulados: “A valorização da agricultura familiar e dos serviços ambientais: Estudo de caso da microbacia do Rio Cambucaes – Bacia Lagos São João/RJ”, “O papel do Comitê de Bacia Lagos São João frente ao cenário de mudanças do clima” e “Vulnerabilidade e adaptação às variabilidades do clima na bacia Lagos São João: uma análise preliminar”.

A nova concepção de gerenciamento das águas, o “gerenciamento adaptativo”, amplamente discutida no Congresso, procura uma melhor integração científica entre a engenharia, o social e as perspectivas institucionais. Requer um novo entendimento de múltiplos fatores que influenciam como a água é usada e gerenciada e o que deve ser feito para inovar. Desta forma surgiram diversos questionamentos: Quais são os termos de comercialização dos novos sistemas de tratamento para o suprimento de água ou esgoto que cada vez mais aumentam o uso de energia, ao mesmo tempo em que as mudanças climáticas exigirão uma redução do consumo de energia? Como os processos decisórios em escala local, nacional ou global incorporam novas perspectivas? Estão as agências, os profissionais e o público dispostos a mudar sua maneira de pensar (aprender), rápido o suficiente para acompanhar o crescimento das condições de incerteza? Como os sistemas de água desenvolvem sua capacidade adaptativa para fazer frente aos múltiplos questionamentos, alguns dos quais são potencialmente catastróficos ou mesmo ainda desconhecidos como os impactos da mudança climática?

Todo o material distribuído no Congresso e no 10o Simpósio – publicações, cartilhas e informativos – está disponível na sede do CILSJ para consulta, bem como os anais, resumos e trabalhos completos, em meio impresso e digital. As apresentações também serão disponibilizadas em breve no site do evento: www.worldwatercongress.com.

XIX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Com o tema “Água em um mundo em transformação”, realizou-se entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro, o XIX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em Maceió, Alagoas. Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), o Simpósio teve como eixo central as reflexões sobre as ações estruturantes para o enfrentamento das questões técnicas, científicas, econômicas, sociais e ambientais ligadas aos recursos hídricos. Esta temática foi amplamente debatida por representantes da comunidade técnico-científica, gestores, usuários dos Comitês de Bacia, representantes da sociedade civil organizada, agentes públicos, professores, pesquisadores, consultores, empreendedores, agentes privados, estudantes e interessados em geral.

No evento teve Sessões Técnicas, Talk Show, Conferências, Mesas Redondas, Sessões de Painel, além da Exposição Técnica Paralela, que contou com empresas e órgãos ambientais e de recursos hídricos. Nas Sessões Técnicas, foram apresentados projetos e pesquisas selecionadas pelo Comitê Científico, com abrangência nacional e internacional. Numa seção que tinha como tema central as experiências dos Comitês de Bacia, no painel sobre “A situação da gestão das águas no Brasil”, foi apresentado o trabalho “A Inserção do conhecimento local na análise de Vulnerabilidade de Bacias Hidrográficas às mudanças do clima: Bacia Lagos São João – RJ”, que relata a experiência do Consórcio/Comitê Lagos São João, feito em parceria com o WWF-Brasil. O assunto foi amplamente discutido, sendo apontados os principais problemas e questionada a necessidade de uma evolução ou revolução da política de recursos hídricos.

Dentre as questões debatidas durante o Simpósio, cabe ressaltar alguns pontos levantados: Avaliação da aplicação dos instrumentos de gestão das águas e a consolidação da Política Nacional e Estaduais de Recursos Hídricos; Comitês de Bacia não estão com o seu papel plenamente definido e não estão exercendo a função para qual foram criados; Volatilidade do sistema atual de gestão das águas reflete a falta de planejamento de médio e longo prazo (falta de estratégia consistente); Olhar para água sobre diversas óticas, principalmente para atender aos usos múltiplos, contabilizando também as necessidades dos ecossistemas; Inclusão na pauta dos planejamentos públicos da questão ambiental e dos recursos hídricos, como aliado ao desenvolvimento econômico e a qualidade de vida; Inserção do que é discutido e diagnosticado nos Planos de Bacia na pauta, orçamentos e planejamentos dos municípios; Popularização da Lei das Águas; Comitês como aliados estratégicos dos Estados na efetivação da política das águas; Planos de Bacia pouco objetivos; Necessidade de Planejamento Estratégico para a bacia, sendo o Plano de Bacia a fotografia desse processo de planejamento.

O material distribuído no Simpósio está disponível na sede do CILSJ para consulta, bem como os anais, em meio impresso e digital. As apresentações também serão disponibilizadas em breve no site do evento: www.acquacon.com.br/xixsbrh.

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