Presidente da Plenária das ONGs é reeleito para mais um mandato

Fundador da ONG Viva Lagoa, o ambientalista Arnaldo Villa Nova tornou-se uma referência no Comitê da Bacia Lagos São João. (Foto: Edimilson Soares)

Fundador da ONG Viva Lagoa, o ambientalista Arnaldo Villa Nova tornou-se uma referência no Comitê da Bacia Lagos São João. (Foto: Edimilson Soares)

Arnaldo Villa Nova é médico veterinário e sanitarista. Conheceu a Região dos Lagos em 1970 e gostou tanto que, em 1985 adquiriu imóvel em São Pedro da Aldeia para se estabelecer na Região. Ao se aposentar, 1996, passou a militar na causa ambiental, em defesa da Lagoa Araruama. Fundador da ONG Viva Lagoa, a Associação de Defesa da Lagoa de Araruama, em 1996, passou a se dedicar à preservação e recuperação do ecossistema da Região dos Lagos fluminense. Com uma participação destacada dentro do Consórcio Intermunicipal Lagos São João, chegou a ser presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João.

Seus objetivos são: denunciar e bloquear todo e qualquer processo de poluição; atuar preventivamente para evitar mais agravos ao ambiente; cobrar com energia ações governamentais eficientes; educar a comunidade para práticas de preservação ambiental; unir esforços de cidadãos para vigília ecológica permanente. Assim, Arnaldo virou fonte de informações credenciadas para jornalistas e pesquisadores, como no caso da reportagem “Março não é mais o mesmo”, premiada no VIII Prêmio de Jornalismo de Cabo Frio, publicada no blog da jornalista Andréa Morais.

Quando, onde e por que surgiu a Plenárias das ONGs?
A sociedade civil acompanhando a degradação da Lagoa de Araruama, a partir de 1996, começou a unir esforços para buscar soluções. Essa união criou um movimento, a União das Associações de Pesca e Defesa da Lagoa Araruama. A luta era grande e com várias frentes de batalha. Definimos um elenco de prioridades publicadas através de um manifesto e seguimos em frente. Com esse movimento bastante ativo veio a resposta do Estado em formar um Consórcio Intermunicipal voltado para as questões ambientais. Nesse Consórcio era previsto inicialmente 1 vaga para representante da Sociedade Civil. Militamos e o número aumentou para 4. O movimento em defesa da Lagoa Araruama era o ponto de partida e havia necessidade de englobar movimentos de defesa em toda Região dos Lagos. Agrupando organizações de toda a Bacia Hidrográfica criou-se a Plenária de Entidades Não Governamentais e em 28 de outubro de 1999 foi realizada a reunião de fundação da Plenária de Entidades que integram o Consórcio Intermunicipal para Gestão Ambiental das Bacias da Região dos Lagos, Rio São João e Zona Costeira, situada na sede da ONG Viva Lagoa, na Rodovia Amaral Peixoto km 105, Condomínio Casamares, em São Pedro da Aldeia.

Quais as principais conquistas da Plenária das ONGs em nossa bacia?
Seguimos a orientação do manifesto, definindo linha de trabalho e luta. Não podemos dizer que conquistamos tudo; o processo de vigília e luta aliado à busca de soluções é perene. Podemos dizer que avançamos bastante nessas décadas. Entre outros pontos conquistamos: a implantação de um sistema emergencial de saneamento através da antecipação de investimentos em esgotamento sanitário; a interrupção da mineração de conchas na Lagoa Araruama; obras para desassoreamento e liberação do canal hidráulico entre a lagoa e mar, o Canal do Itajuru; a implantação de um Programa de Educação Ambiental; a construção do 1º. aterro sanitário da Região; o desmanche de pelo menos 1 marnel, obras de proteção da barragem de Juturnaiba e a proteção das APAs, implantando planos diretores que culminaram com a criação do PECSOL. A luta é grande e muitos a consideram inglória, mas a Plenária segue em frente na busca dos objetivos estabelecidos no manifesto do ano 2.000.

Quando e onde se realizam as reuniões plenárias?
Atualmente são realizadas na sede do CILSJ, em Araruama. Entretanto, fizemos reuniões em várias cidades, em sedes de ONG’s da Bacia Hidrográfica. As reuniões são na última segunda feira de mês impar. A última foi em 26 de novembro, quando foram eleitos representantes para o Conselho de Sócios do CILSJ e a Mesa Diretora da Plenária.

Como uma ONG pode reivindicar a sua entrada na Plenária; tem que ser convidada ou pode se apresentar?
A Plenária é aberta para a Sociedade Civil. Para participar formalmente o regimento prevê que a entidade interessada deve assinar documento solicitando filiação, apresentar o estatuto registrado em cartório e inscrição CNPJ, bem como indicar os representantes, um titular e um suplente.

Qual a participação da Plenária das ONGs no Consórcio Intermunicipal Lagos São João e no Comitê de Bacia Lagos São João?
No Conselho de Sócios do Consórcio, temos 4 vagas com direito a voto e 1 representante no Conselho Fiscal. Vários Conselheiros do Comitê de Bacia pertencem a ONGs filiadas à Plenária.

Na próxima edição, saiba mais sobre as Câmaras Técnicas do Comitê de Bacia

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