Planejamento e eleição fortalecem organismos de bacia na América Latina

O secretário executivo do CILSJ, Mário Flávio Moreira (2º da direita para esquerda), na condição de vice-presidente da REBOB e representante do Brasil, foi eleito secretário técnico da RELOC, ficando como suplente de Lupércio Ziroldo, presidente da REBOB, que não pode comparecer ao evento, mas ficou com o cargo de secretário, tendo como presidente Lucia Chandeck, ministra do meio ambiente do Panamá

O secretário executivo do CILSJ, Mário Flávio Moreira (2º da direita para esquerda), na condição de vice-presidente da REBOB e representante do Brasil, foi eleito secretário técnico da RELOC, ficando como suplente de Lupércio Ziroldo, presidente da REBOB, que não pode comparecer ao evento, mas ficou com o cargo de secretário, tendo como presidente Lucia Chandeck, ministra do meio ambiente do Panamá

A Assembleia Geral da Rede Latino-Americana de Organismos de Bacia, a RELOB, internacionalmente conhecida como RELOC (Red Latinoamericana de Organismos de Cuenca), realizou-se no Panamá, nos dias 24 e 25 de novembro. O evento foi um acontecimento relevante pela abrangência da programação, envolvendo países membros, que trouxeram suas experiências na gestão de recursos hídricos. Os temas selecionados contribuíram para um planejamento frente às mudanças climáticas, observando as características e competências dos comitês de bacia e suas comunidades. Também neste encontro houve a eleição do Conselho Diretor para o próximo triênio (2012-2014), quando o Brasil foi escolhido como sede da Secretaria Permanente da RELOB.

Foram eleitos como presidente a ministra de Meio Ambiente do Panamá, Lucia Chandeck, vice-presidente o colombiano, Bejarano Mendez, que era o atual presidente, e na secretaria técnica os brasileiros Lupercio Ziroldo, presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacia (REBOB) como secretário técnico permanente, tendo como secretário técnico (suplente) o vice-presidente da REBOB, Mario Flavio Moreira, do Consórcio Intermunicipal Lagos São João. A nova diretoria tem um plano operacional para integração dos membros gestores de recursos hídricos dos países da América Latina e Caribe, entre outras ações associadas ao fortalecimento e capacitação em vários níveis de atuação. As redes de organismos de bacia atuam como facilitadoras e promotoras do debate permanente entre seus participantes. Apesar de siglas bem parecidas e objetivos comuns, elas são independentes. Para melhor compreensão veja as particularidades:

RIOBRede Internacional de Organismos de Bacia. Criada em maio de 1994, na cidade de Aix-les-Bains, na França, tem como objetivo desenvolver relações permanentes entre os organismos interessados em uma gestão global dos recursos hídricos, por grandes bacias hidrográficas, favorecendo o intercâmbio de experiências.

RELOBRede Latino-Americana de Organismos de Bacia. Criada em 5 de agosto de 1998, é uma entre as diversas redes da RIOB. Os objetivos são fortalecer as relações entre os membros da região, desenvolver ações conjuntas da RIOB na América Latina e organizar atividades conjuntas de interesse regional.

REBOBRede Brasil de Organismos de Bacia. Fundada em 1º de julho de 1998, em Piracicaba, São Paulo, tem como finalidade a representação nacional e internacional de seus membros, buscando a troca de experiências e a criação de sistema descentralizado de gestão de recursos hídricos.

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