Proibida importação de agrotóxico

A importação do endossulfam, inseticida usado na agricultura e altamente tóxico para a saúde humana, vai acabar em julho, primeira etapa da redução gradual do uso deste agrotóxico no país. A proibição do uso do agrotóxico foi reforçada no final de abril pela Convenção de Estocolmo, tratado internacional que estabelece diretrizes contra a produção e uso de substâncias poluentes, do qual o Brasil é um dos signatários. Em Estocolmo, ficou determinado que o endossulfam deve ser eliminado do mercado global até 2012, mas para algumas culturas e pragas, a data final é 2017. Depois do fim da importação, em julho de 2011, serão proibidas a produção nacional do agrotóxico, em 2012, e sua comercialização, em 2013. O Ministério da Agricultura vai monitorar os estoques do endossulfam, para garantir que acabem no cronograma determinado. A decisão global de banir o agrotóxico foi tomada na quinta reunião da Conferência das Partes da Convenção de Estocolmo (COP5), entre 25 e 29 de abril, que marcou os 10 anos da adoção do tratado. Representantes de 127 governos concordaram em acrescentar o endossulfam na lista de Poluentes Orgânicos Persistentes (POP) e estipularam o banimento do produto. Durante a conferência, a chefe executiva do Global Environment Facility (GEF), Monique Barbut, anunciou que a instituição vai fornecer US$ 250 mil para países que substituírem agrotóxicos poluentes por produtos que não são de alto risco. Poluente ambiental, absorvido pela ingestão de água ou alimentos contaminados, por inalação ou pela pele, o endossulfam afeta a produção de hormônios e causa problemas reprodutivos.

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