Câmara Técnica – Edição 02

Pesca

Os peixes deveriam alcançar a fase adulta antes de serem pescados nas Lagoas de Saquarema e Araruama. Foto: Arquivo CILSJ

Os peixes deveriam alcançar a fase adulta antes de serem pescados nas Lagoas de Saquarema e Araruama. Foto: Arquivo CILSJ

Estudos biológicos na Lagoa de Araruama e Lagoa de Saquarema estão sendo feitos, para definição do período de defeso específico e sugestões para o ordenamento pesqueiro. Realizados pela empresa Eco Design, em parceria com as Colônias de Pescadores de São Pedro da Aldeia, Saquarema e Arraial do Cabo e com as Associações de Pescadores da Praia da Baleia, Pitória, Iguaba Grande, Praia do Siqueira e Araruama, os estudos financiados com recursos da cobrança do uso de água, destinados pelo Comitê de Bacia Lagos São João, são feitos a partir de coletas bimestrais, em cada lagoa.

Em janeiro realizou-se a primeira coleta de ictiofauna (peixes e crustáceos) na Lagoa de Araruama, seguida de um levantamento de dados abióticos (temperatura, salinidade e oxigênio). Durante a coleta observou-se a predominância de exemplares juvenis e grande abundância de peixes e camarão. Para estimar a produção, a empresa está realizando uma estatística pesqueira em pontos estratégicos, em cinco municípios, entre eles Iguaba Grande, onde o estudo está sendo elaborado com parceira da Prefeitura, através de coletores específicos.

Em Saquarema, pela primeira vez foi feito o monitoramento biológico. Segundo Francisco Guimarães Neto, diretor da empresa Eco Design, a coleta na Lagoa de Saquarema teve início em fevereiro, quando foi identificada grande quantidade de exemplares jovens de peixes e camarão, ficando o pescado com tamanho comercial em menor abundância. A Lagoa de Saquarema é um berçário natural e seria de grande importância uma paralisação da pesca, a nível emergencial, para que o camarão e os peixes pudessem crescer e atingir o tamanho da primeira maturação sexual, alcançando assim o tamanho comercial.
“Caso contrário, com o pescado sendo capturado antes do tempo, poderá ocorrer um desequilíbrio na fauna”, alerta Francisco.

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