Zelão é o novo presidente do Comitê

André Mônica, Luiz Firmino e Marcelo Zelão

André Mônica, Luiz Firmino e Marcelo Zelão

O prefeito de Silva Jardim, Marcelo “Zelão” é o novo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João. Em seu discurso de posse, no Salão Paroquial da Igreja de São Sebastião, em Araruama, Zelão falou dos desafios que deverá enfrentar em sua nova função: trazer discussões como a compensação ambiental, a recuperação dos mananciais e o assoreamento dos rios. E destacou que seu principal objetivo é unir a parte técnica e política do Comitê para favorecer o meio ambiente.

“Temos que aliar a parte técnica e a política, principalmente, a social, porque no ambiental, estamos muito bem representados; temos técnicos, gente que milita na área. Agora temos que aproximar o ambiental do social, quebrar essa dualidade”, ressaltou Zelão.

Militante das causas ambientais, desde 1983, aos 15 anos Zelão já fazia parte do grupo que colaborava com o Projeto Mico Leão Dourado. Nascido em Silva Jardim, formou-se em publicidade e trabalhou durante anos na agência Denisson, no Rio. Desempregado no governo Collor, em 1991 retornou a sua cidade natal onde vive até hoje. Servidor da Receita Federal, onde entrou através de concurso, foi também jornaleiro, trabalhando nas bancas de jornal de seu pai, e se elegeu em 2008 prefeito de Silva Jardim, o município com maior número de RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) do país. Em pouco tempo de gestão, inovou na administração pública lançando o Capivari, a primeira moeda social do Estado do Rio de Janeiro, que dá descontos no comércio local, aquece a economia e eleva a autoestima dos cidadãos, entre outros benefícios. Nos seus projetos para o município está a construção da Casa Verde, totalmente ecológica, futura sede da secretaria municipal do meio ambiente.

“Por causa do gasoduto construído em Silva Jardim, o município teve uma compensação ambiental da Petrobras. Então, resolvemos investir num Centro de Referência que é a Casa Verde. O projeto é muito legal: tem um telhado ecológico, reaproveitamento de todas as águas da chuva, material certificado e reciclado em toda a construção. Queremos construir onde era o antigo lixão de Silva Jardim. A casa é integrada ao projeto Nas Ondas do Capivari”, explica Zelão.

Sobre o Comitê, o presidente afirma que um dos grandes problemas é o assoreamento dos corpos hídricos. E quanto à mineração de areia, um ponto polêmico, diz que quem tiver o registro de lavra pode minerar, mas tem que se definir um percentual do lucro para investir em projetos ambientais.

“O que a gente quer é uma compensação ambiental”, sintetiza ele. “A gente tem que reflorestar as cabeceiras do Rio São João na nascente. Eu penso numa compensação ambiental no próprio rio”, considera. “O que interessa é ter retorno. Primeiro, que o rio seja desassoreado. E, depois, a compensação ambiental! A questão do assoreamento é terrível; existe tanto no Rio São João, como na lagoa de Araruama, como em Saquarema”, conclui.

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